"as palavras escorrem como líquidos
lubrificando passagens ressentidas"
Ana Cristina César
sexta-feira, 11 de julho de 2008
quinta-feira, 10 de julho de 2008
AUSÊNCIA
Por muito tempo achei que a ausência é falta
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
Ausência é um estar em mim.
E sinto-a tão pegada, aconchegada nos meus braços
Que rio e danço e invento exclamações alegres.
Porque a ausência, esta ausência assimilada,
Ninguém a rouba mais de mim.
Por muito tempo achei que a ausência é falta
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
Ausência é um estar em mim.
E sinto-a tão pegada, aconchegada nos meus braços
Que rio e danço e invento exclamações alegres.
Porque a ausência, esta ausência assimilada,
Ninguém a rouba mais de mim.
eternamente meu ... nosso... Carlos Drummond de Andrade.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
terça-feira, 8 de julho de 2008
ENIGMA
O enigma é sempre uma pergunta, uma forma de se perguntar e de perguntar ao Outro.
Querer saber sem perguntar leva o sujeito a uma posição arrogante, pois o arrogante não pergunta nem roga nada ao Outro.
O sujeito na arrogância, por seu temor, não pergunta.
O temor em perguntar põe em evidência aquilo que não suporta saber.
A arrogância não pergunta nem se pergunta.
O enigma é sempre uma pergunta, uma forma de se perguntar e de perguntar ao Outro.
Querer saber sem perguntar leva o sujeito a uma posição arrogante, pois o arrogante não pergunta nem roga nada ao Outro.
O sujeito na arrogância, por seu temor, não pergunta.
O temor em perguntar põe em evidência aquilo que não suporta saber.
A arrogância não pergunta nem se pergunta.
AMOR
O amor em Freud é da ordem da repetição, com Lacan, o amor é
da ordem da criação.
É na e através da repetição que o sujeito cria algo
diferente.
O que se cria é uma possibilidade de nomeação daquilo que até
então não pode ser nomeado.
O amor em sua vertente criacionista implica que
o sujeito possa saber a respeito de um desejo inédito.
Nomear o inominável!
Nomear aquilo que o causa.
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